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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

An Tierras de Miranda

Caros Armanos,

Recordando l'anho de 2009, eiqui quedan las mimórias de calorosos i eiternos momientos passados ne l nordeste strasmuntano, an tierras mirandesas..., cula sperança de séren renobadas todos ls anhos i oumentadas por nuobos seguidores.

Las eimaiges retratan bien l sprito bebido nessas tierras...

Recordando o ano de 2009, aqui ficam as memórias de calorosos e eternos momentos passados no nordeste transmontano, em terras mirandesas..., com a esperança de serem renovadas todos os anos e aumentadas por novos seguidores.

As imagens retratam bem o espírito vivido nessas terras...




Beban cumo se nun houbisse manhana!

Saudaçones dionisíacas i ATMenses!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Em tempos de vindima...

Caros ATMeenses,

«O grande ritual do vinho começa em Setembro. (...) Que azáfama vai na vinha! Um carro de bois, com uma grande dorna em cima, está parado a meio, guardado pelo moço com seu cajado ferrado. Filas de rapazes e raparigas vêm de todos os lados, com os cestos vindimos ao ombro, descarregar as uvas.
Na vinha - o azul dos cachos a contrastar com o verde das folhas - homens e mulheres vindimam vergados. Há cestos de uvas por toda a parte, no chão, pequenos para mais facilmente serem transportados. No terreiro, em volta da adega, procede-se ao último preparo do vasilhame: uma fileira de pipas já está pronta, o tanoeiro dá o derradeiro aperto nos aros de uma outra, enquanto dentro dos balseiros homens de pernas nuas vão pisando a uva e debaixo do telheiro também o grande lagar de peso e fuso geme espremendo os cachos. Escorre o sumo em sangue da bica de pedra para o cântaro colocado numa vasilha de aduelas e logo substituído por outro mal se enche. Tenho ainda nos sentidos o gosto e o cheiro do vinho novo...»
(Fernando Campos, A casa do pó.)


Estão todos convidados para a vindima do Presidente, no dia 10 de Outubro às 8h00, em Souropires, naturalmente.

Saudações ATMeenses!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Grande reportagem ATMeense

Não poderia deixar de registar esta reportagem realizada "no mais profundo interior", ou pelo menos assim foi referido, onde em grande destaque surge o nosso ATMeense Trovador. Foi para mim um grande prazer observar o teu quotidiano (entenda-se, uma pequena parte dele) como "stor de música" das novas gerações pinhelenses. Imagino mesmo, que em muitas aulas se treinem já alguns hinos ATMeenses; os novos rebentos entoando qualquer coisa como " o vinho de Pinhel, fará sangue em nossas veias, dará cor e beleza à pele, dará mais brilho às ideias...". Imagino também que as tais manhãs geladas de 4º sejam para ti muitas vezes, um belo refresco matinal, após a boémia noite anterior!!
Digo mais, a conversa alonga o dia, daí, para todos aqueles que não tiveram a oportunidade de ver a reportagem, pelo Trovador e também pelo concelho de Pinhel, poderão aqui vê-la na íntegra.




Saudações ATMeenses

domingo, 14 de dezembro de 2008

ATM 2

Em continuação ao Post do nosso caro ATMeense Tero Doido, gostaria de partilhar com aqueles que desconhecem mais alguns projectos do grandioso ATM para 2009.



Patrocínio ATMeense da equipa do benfica no campeonato de Superbikes 09.





Uma vez que os ATMeenses percorrem com frequência o país de norte a sul, criou-se a ATM peças auto para precaver todas e quaisquer possíveis ocorrências com as suas respectivas burrinhas.
Serviço 24/7.



Depois dos grandes êxitos de bilheteira Bad boys e Bad boys 2, estreia agora em 2009 "The ATM boyz". Repleto de acção este filme vai retratar aspectos reais do quotidiano ATMeense.





Devido ao grande fluxo de visitantes do Blog, tornou-se necessário já no passado mês de Novembro a criação da ATM network, servidor este que proporcionará aos internautas mais boémios uma navegação de grande qualidade.



Por último e a pensar no aparecimento de novos membros da irmandade, foi criada uma gama de produtos ATMeenses para bébes. Deste modo será possível desde cedo, despertar os ideais taberneiros dos rebentos.


Saudações ATMeenses

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

ATM

Caros Irmãos



Se é que ainda havia dúvidas acerca da nossa Grandiosidade enquanto Irmandade, e também quanto ao carácter internacional da nossa boemia, garanto-vos meus irmãos, que após uma breve estadia nos reinos da Bretanha e Escandinávia, todas as dúvidas foram dissipadas (para quem ainda as tinha)!




E para os mais cépticos, basta abrir o jornal e ver a grandiosidade do ATM!
E descu
lpem lá a tosquice gráfica do post, mas foi a minha primeira vez!;)
Para a próxima sai melhor.

Saudações ATMeenses

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

A Morada de Dioniso

Caros ATMeenses,

Encontrei o paraíso... É verdade!! En
quanto não nos mudamos para lá, convido-vos a viajar na vossa imaginação...


«[...] Ainda não tínhamos andado muito, quando deparámos com um rio em cujo leito corria um vinho extremamente parecido com o de Quios. A corrente era caudalosa e profunda, de tal modo que, em certos lugares, poderia mesmo ser navegável. [...]
Ora, tendo resolvido descobrir onde nascia o rio, fui subindo ao longo da
margem, não encontrando qualquer nascente, mas sim muitas e enormes videiras, carregadas de cachos; junto à raiz de cada uma, escorria um fio de vinho transparente - fios esses donde se formava o rio. Também podíamos ver nele muitos peixes, de cor e gosto muito semelhantes a vinho. Então pescámos alguns e comemo-los, com o que ficámos embriagados. É certo que, tendo-os aberto, os achámos cheios de mosto. Mais tarde, tivemos a ideia de os misturar com outros peixes, os de água, a fim de destemperarmos a comida avinhada em excesso.
Foi então
que, tendo passado o rio onde havia vau, descobrimos algo de muito espantoso que se passava com as videiras: da parte que saía da terra, o tronco propriamente era vigoroso e grosso, enquanto na parte de cima eram mulheres, com todas as partes completas das ancas para cima. [...] Da ponta dos dedos nasciam-lhes ramos, que estavam carregados de cachos. Além disso possuíam uma farta cabeleira de gavinhas, parras e cachos. Quando nos aproximámos, não paravam de nos cumprimentar e saudar [...] e beijavam-nos na boca. Aquele que era beijado ficava imediatamente embriagado e cambaleante. Contudo, não nos deixavam colher qualquer fruto, mas antes gemiam de dor e gritavam, se lhes arrancavam algum. Outras manifestavam mesmo desejos de se unir a nós, e aconteceu que dois dos nossos companheiros, tendo-se chegado a elas, já não eram capazes de se libertar, pois ficaram presos pelas partes viris. E de facto, cresciam juntos e criavam raízes em comum, e já mesmo lhes nasciam ramos nas pontas dos dedos; ficavam entrelaçados nas gavinhas e, em pouco tempo, estavam eles próprios aptos a dar fruto. [...]»
Luciano (125-190 d.C.), Uma História Verídica.


Bebam como se não houvesse amanhã...

Saudações Dionisíacas e ATMeenses*

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

História do Vinho - Parte V

Caros ATMeenses,

“O vinho, a mais gentil das bebidas, devido quer a Noé, que plantou a vinha, quer a Baco, que espremeu o sumo de uva, data da infância do mundo.”

Brillart-Savarin

[...]
No século XVII, inicia-se o uso de garrafas e de rolhas de cortiça para a conservação e transporte do vinho
, iniciando-se assim a indústria do vinho.
Com a Revolução Industrial, no século XVIII, o
vinho perdeu muita qualidade. Passou a ser fabricado com técnicas menos rústicas, de forma a possibilitar a sua produção em massa e diminuir o seu valor monetário. Apesar de se ter tentado preservar as antigas tradições nalgumas regiões do interior de França, em Itália e na Alemanha, a produção vinícola sofreu alterações irremediáveis, de forma a adaptar-se ao mundo industrializado.
A segunda metade do século XI
X foi bastante conturbada, sendo um marco trágico na história da vitivinicultura. Se não tivesse sido descoberta a técnica de enxerto de videiras, hoje poderíamos não ter o privilégio e o prazer de degustar o nosso estimado néctar e honrar o nosso divino Dioniso. O surgimento de uma praga provocada por um insecto (Phylloxera vastatrix), cuja larva ataca as raízes, destruiu quase a totalidade dos vinhedos da Europa. Esta larva alastrou-se pelas vinhas europeias, devido a videiras americanas trazidas para a Europa que estavam contaminadas. A salvação foi, precisamente, a resistência das raízes das videiras americanas ao insecto, o que permitiu serem usadas para enxertar as vinhas europeias.
Por outro lado, a segunda metade do século XIX ficou também marcada pela descoberta da fermentação e consequente vinificação das uvas, pelo cientista francês Louis Pasteur (1822-1895), publicadas na sua obra
Études sur le Vin: a acção das leveduras sobre o açúcar da uva transforma-o em álcool e gás carbónico, e transforma o sumo da uva em vinho. Essas descobertas constituem o marco fundamental para o desenvolvimento da enologia moderna. A partir do século XX, a elaboração dos vinhos tomou novos rumos, através, por exemplo, do cruzamento genético de diferentes castas d
e uvas.

Resta-nos esperar que os vinhos dos séculos vindouros melhorem ou, pelo menos, mantenham o mesmo nível de qualidade sem perder o charme dos grandes vinhos do século XX.

E, assim, chegámos à última parte da série de publicações sobre a História do Vinho. Espero que as tenham degustado...

Saudações dionisíacas e ATMeenses*

terça-feira, 14 de agosto de 2007

História do Vinho - Parte IV

Caros ATMeenses,

“O vinho, a mais gentil das bebidas, devido quer a Noé, que plantou a vinha, quer a Baco, que espremeu o sumo de uva, data da infância do mundo.”

Brillart-Savarin

[...]
Os cristãos, baseados no Antigo Testamento, acreditam que foi Noé quem plantou a vinha e com ele produziu o primeiro vinho do mundo. Os gregos e os romanos tinham os seus deuses do vinho: Dioniso e Baco. O Cristianismo adoptou também a bebida, para simbolizar o sangue de Jesus Cristo. O vinho adquiriu, assim, um simbolismo enorme, sendo considerado como o “sangue de Cristo”.

Na Idade Média, a Igreja Católica desempenhou o papel mais importante do renascimento, desenvolvimento e aprimoramento das vinhas e do vinho. Assim, nos séculos que se seguiram, a Igreja tornou-se proprietária de extensas vinhas nos mosteiros das principais ordens religiosas da Europa. Os mosteiros eram recantos de paz, onde o vinho era produzido para o sacramento da eucaristia e para o próprio sustento dos monges.


Por volta do ano de 1.300, surge o p
rimeiro livro impresso sobre o vinho: “Liber de Vinis”, escrito por Arnaldus de Villanova, médico e professor da Universidade de Montpellier. Trata-se de uma visão médica do vinho, onde se descrevem as propriedades curativas dos vinhos aromatizados em diversas doenças. Entre eles: o vinho aromatizado com arlequim, que permite "restabelecer o apetite e as energias, exaltar a alma, embelezar a face, promover o crescimento dos cabelos, limpar os dentes e manter a pessoa jovem".

Também os gregos já acreditavam nesse poder do vinho. Hipócrates fez várias observações sobre as propriedades medicinais do vinho, que são citadas em textos da história da medicina.

Com o aprimoramento das receitas, surgiram outros vinhos além do tinto, como os brancos, os rosés e os espumantes. E, em finais do séc. XV, com a colonização, a videira é levada para o continente americano.
[...]

Saudações dionisíacas e ATMeenses*

segunda-feira, 30 de julho de 2007

História do Vinho - Parte III

Caros ATMeenses,


“O vinho, a mais gentil das bebidas, devido quer a Noé, que plantou a vinha, quer a Baco, que espremeu o sumo de uva, data da infância do mundo.”

Brillart-Savarin

[...]
O cultivo da videira expandiu-se e começou a ser também praticado por outra grande civilização - Civilização Romana -, que mais tarde se transformou no Império Romano. Todavia, os etruscos que habitavam a região norte da península itálica já produziam vinho e comercializavam-no. Mas não se sabe ao certo donde trouxeram as videiras. Estas seriam ou das suas terras de origem (provavelmente Ásia Menor ou Fenícia) ou então seriam mesmo videiras da Itália, onde já as havia desde a pré-história.

Os romanos levavam o vinho quase como uma “demarcação de território”, uma forma de impor os seus costumes e a sua cultura nas áreas que conquistavam. Dessa forma, o vinho tornou-se na bebida dos legionários, dos gladiadores e das tabernas. Através dos romanos, as vinhas chegaram à Grã-Bretanha, à Germânia e, por fim, à Gália, mais tarde, França – o lar do vinho.

Na época preferia-se o vinho doce. Os romanos colhiam as uvas o mais tarde possível, ou então colhiam-nas ainda verdes e deixavam-nas ao sol para secar e concentrar o açúcar. O processo romano de envelhecimento era semelhante ao que temos hoje, contrariamente aos gregos, que armazenavam a bebida em ânforas. O vinho era guardado em barris de madeira, de forma a aprimorar o sabor do vinho.

Ao lado do Império, o vinho atingiu o apogeu nos séculos I e II, mas no momento do declínio do império, o vinho já não fazia parte de Roma, era maior e assumira vida própria, passando todas as fronteiras.

De qualquer modo, depois da queda de Roma a produção do vinho sofreu um grande retrocesso. Deixou de ser envelhecido em barris de madeira, de maneira que o seu consumo tinha que ser imediato, perdendo-se a fineza dos vinhos antigos. A vinicultura somente voltaria a ser beneficiada com o surgimento de um grande poder religioso: a Igreja Católica.
[...]

Saudações dionisíacas e ATMeenses*

sábado, 21 de julho de 2007

História do Vinho - Parte II

Caros ATMeenses,

“O vinho, a mais gentil das bebidas, devido quer a Noé, que plantou a vinha, quer a Baco, que espremeu o sumo de uva, data da infância do mundo.”
Brillart-Savarin

[...]
A partir de 2500 a.C., os vinhos egípcios foram exportados para a Europa mediterrânica, África Central e reinos asiáticos.
Em 2000 a.C., o vinho chega à Grécia, onde será cultivado ao longo da costa do Mediterrâneo, tornando-se cultural e economicamente vital para o desenvolvimento grego. Deste modo, a sua produção e o seu culto difundiram-se, podendo ser apreciado por todas as classes. Dioniso, deus do vinho, assume grande importância entre a cultura dos gregos.

A partir de 1000 a.C., os gregos começam a plantar videiras em outras regiões
europeias. A bebida expande-se e embriaga a Itália, a Sicília, e depois a nossa Península Ibérica.

Outras fontes consultadas documentam, embora envoltas em muitas dúvidas, que a vinha terá sido cultivada pela primeira vez em terras da Península Ibérica (vale do Tejo e Sado), cerca de 2000 anos a.C., pelos Tartessos, dos mais antigos habitantes desta Península. Estes habitantes estabeleciam negociações comerciais com outros povos, permutando diversos produtos, entre os quais o vinho, que veio a servir, provavelmente, de moeda de troca no comércio de metais.

De qualquer forma, no século VII a.C., os Gregos instalaram-se na Península Ibérica e desenvolveram a viticu
ltura, dando uma particular atenção à arte de fazer vinho. Na necrópole de Alcácer do Sal foi encontrada uma "cratera" grega de sino, vaso onde os Gregos diluíam o vinho com água antes de o consumirem.

Na Ilíada, Homero fala do vinho, descrevend
o a sua colheita durante o Outono. Cita, além disso, a ilha de Lemnos, no mar Egeu, como a fornecedora do vinho para as tropas que sitiavam Tróia, cujo vinho era proveniente da Frígia. Homero também descreve os vinhos gregos ao narrar as viagens de Ulisses na Odisseia. Entre eles está o vinho do sacerdote Maro: vinho tinto, com doçura de mel e tão forte que tinha de ser misturado com água. Quando Ulisses foi aprisionado na costa da Sicília, pelo ciclope Polifemo, ofereceu-lhe o vinho de Maro como digestivo. Como o ciclope estava habituado ao vinho fraco da Sicília, caiu num sono profundo, o que permitiu a Ulisses escapar-se.

Pensa-se, assim, que os gregos adicionavam água do mar, ervas e mel à bebida para disfarçar o seu sabor.
[...]

Saudações dionisíacas e ATMeenses*

segunda-feira, 9 de julho de 2007

História do Vinho - Parte I

Caros ATMeenses,

Trago-vos aqui a provar a história de algo que para nós é tão nobre e que nos conduz nos nossos ébrios simpósios: a história do vinho.

Devido à longa existência e importância desta bebida, que consequentemente tornou o artigo demasiado extenso para publicar de uma só vez, preferi dividir o artigo em partes, de forma a tornar a leitura menos pesada e mais cativante. Sendo assim, todas as semanas sairá a descrição de um determinado período da história, cuja periodicidade terminará com as máximas evolutivas, que a enologia e a vitivinicultura nos deram a conhecer até aos dias de hoje.

Provem, saboreiem e desfrutem!!!


"O vinho, a mais gentil das bebidas, devido quer a Noé, que plantou a vinha, quer a Baco, que espremeu o sumo de uva, data da infância do mundo."

Brillart-Savarin

É difícil precisar uma data ou um local que indique de forma fidedigna a origem exacta deste néctar dos deuses, mas não há dúvidas que desde os tempos mais remotos, o vinho tem vindo a desempenhar um importante papel em quase todas as civilizações. São prova disso as expressões que lhe são atribuídas: "dádiva de deuses", "Sangue de Cristo", e "essência da própria vida".

Os enólogos dizem que a bebida surgiu por puro acaso. Talvez alguns dos nossos mais remotos antepassados se tenham esquecido de algumas uvas amassadas num recipiente, que tenham sofrido posteriormente os efeitos da fermentação. De qualquer forma, o cultivo das videiras para a produção do vinho só foi possível quando os nómadas se tornaram sedentários.

Os egípcios foram os primeiros a registar, em pinturas e documentos (datados de 1000 a 3000 a.C.), o processo da vinificação e o uso da bebida em celebrações consagradas aos deuses. Os faraós ofereciam vinho aos deuses, os sacerdotes usavam-no em rituais, os nobres, em festas de todos os tipos, mas as outras classes eram financeiramente impossibilitadas de o comprar. O consumo de vinho aumentou com o passar do tempo e foi um grande impulso para o comércio egípcio, tanto interno como externo.

[...]

Saudações dionisíacas e ATMeenses*

terça-feira, 12 de junho de 2007

Quando, Como e Porquê Decantar um Vinho

«Uma bonita garrafa de vidro ou cristal transparente com um vinho rubi brilhando no interior fica bem em qualquer mesa. Mas a verdade é que nem sempre é preciso decantar um vinho. E quando decantar se torna realmente necessário, há que fazê-lo da forma correcta, para que o vinho não se ressinta.»

O decantador, ou decanter na terminologia inglesa, é uma garrafa de vidro incolor – vidro vulgar ou do mais raro cristal – de boca relativamente larga e corpo bojudo.

Antes da garrafa e da rolha de cortiça se tornarem a forma mais comum de acondicionar o vinho, o que só aconteceu no século XX, o decantador era utilizado em todo o mundo. Os vinhos eram vendidos em barris e pipas e depois vertidos para jarros de vidro de modo a poderem ser servidos.
Com o tempo, o decanter tornou-se um acessório onde se coloca o vinho mais como forma de dar sofisticação ao serviço e à mesa da refeição, do que propriamente pela sua real utilidade. A maioria dos vinhos brancos e a generalidade dos tintos mais jovens e frutados não beneficiam com a decantação.

Então quais os benefícios de decantar um vinho?
Por um lado, pode impedir que o depósito (mais vulgarmente, a borra) que por vezes existe no fundo das garrafas seja vertido para os copos, turvando o vinho. Esse depósito, normalmente, só existe em garrafas de vinhos mais velhos, sendo pior nos vinhos que não foram filtrados antes de serem engarrafados.
Por outro lado, permite que o vinho entre mais rapidamente em contacto com o ar e assim possa libertar mais facilmente os seus bons aromas, ou eventualmente dissipar aromas estranhos que possa ter adquirido com o tempo que esteve engarrafado. Esta situação ocorre normalmente com vinhos tintos relativamente jovens, muito vigorosos e austeros, poderosos, que precisam de respirar no decanter para que possam libertar toda a energia que escondem. Também alguns brancos de perfil mais clássico ou com alguma idade beneficiam com a decantação.

Como decantar um vinho?
Se o vinho tiver depósito, deve colocar-se a garrafa na posição vertical com al
gumas horas de antecedência. Depois, retirar a rolha com cuidado sem agitar a garrafa, segurar nela firmemente e, num único movimento contínuo, verter lentamente o vinho para o decantador. Pode colocar-se uma fonte de luz junto ao gargalo da garrafa – vela ou lâmpada – para ver quando o depósito começa a sair da garrafa e parar de verter o vinho nesse preciso momento.
Já agora, nunca lavar o decanter com água quente antes de verter o vinho, como já vi o Camarada fazer, dado que é um enorme choque térmico para o nosso precioso néctar.

Fonte: O vinho à mesa. «Vinea: Revista dos vinhos do Alentejo». N.º12 (Junho 2007)


Bebam com prazer, mas também com qualidade, e desfrutem do verdadeiro e paradisíaco paladar do nosso tão estimado néctar.

Saudações dionisíacas e ATMeenses*

terça-feira, 5 de junho de 2007

Que Dioniso te acompanhe

Caros Irmãos

Integrada nas várias iniciativas de promoção e divulgação do próximo Cyclo Sagres Paper, o nosso destemido Presidente embarcou noutra arriscada aventura.
Partindo da cidade Falcão, o corajoso Líder atravessou a fronteira, enfrentou fortes quedas de água enquanto percorreu a meseta castelhana e leonesa, e deparou-se com assombrosas trovoadas durante a travessia das planícies áridas aragonesas ao longo do Ebro.
Astuto e consciente, sua Majestade tem aproveitado todas as paragens para abastecer devidamente e recarregar energias ( as cervejarias espanholas agradecem). Porém, apesar de todos os tormentos e dificuldades ultrapassados ao longo de 790 Km, o pior está ainda para vir.
O nosso Presidente encontra-se à porta dos picos ocidentais dos Pirinéus (a 110 Km do destino) e esperam-no 30 Km com 7% de inclinação a 1640 metros de altitude, sem abastecimento!!
Será árdua a tarefa, mas a chegada ao festival anual de cerveja na comuna francesa de Lourdes valerá, certamente, o esforço.



Peço encarecidamente a todos os ATMeenses que bebam e brindem ao sucesso presidencial para que Dioniso o acompanhe.



Saudações ATMeenses

quarta-feira, 2 de maio de 2007

ATM e o Défice

Caros Irmãos

Acabado de chegar do Maharaja (cafezinho aqui na Reboleira) com a Maria (Ariadne) decidi fazer o meu primeiro post, que será sobre o efeito da cerveja na economia nacional.
Havendo tantas campanhas sobre os cuidados a ter com o consumo intensivo de álcool, devemos também avaliar quais os benefícios desse mesmo consumo massivo.

Obviamente teremos que pensar no número de mortos nas estradas devido ao consumo de álcool (maioritariamente ligados também ao excesso de velocidade), nas consequentes cirroses, que nós ATMeenses tanto nos esforçamos por ter, e em todos os cancros do aparelho digestivo. Mas então e aquela sensação de ebriedade e de felicidade que nos acompanha em todos os nossos jantares? O convívio e a boa disposição também serão negativos?
Vamos, contudo, centrar-nos nos factores relativos à economia nacional. Eu tive a beber umas bejecas valentes, fumei meio maço de tabaco e comi berbigão, portanto estimulei respectivamente um pequeno comércio, um grande monopólio e ainda as pescas, tudo nacional! Mas e então e os impostos que recaem sobre todos estes preciosos bens? Muitas vezes o argumento utilizado é que pagamos impostos, para depois o Estado tratar de nós quando tivermos problemas relacionados com o consumo em excesso destes bens (e consequente felicidade), mas isto é falso. 80% no tabaco e 30% no álcool (acho eu!) ao longo de toda a nossa vida, certamente pagarão todos os problemas de saúde que tivermos, e ainda para todos os nossos descendentes!Só para dar uma ideia o lançamento de umas toneladas de tabaco no final do ano, permitiu diminuir o défice nuns bons milhões.

Se gostam do vosso país e são patriotas emborrachem-se quase todos os dias (como se não houvesse amanhã), acompanhados de muitos amigos e a fumarem 50 cigarros, garanto felicidade (nem que por breves instantes) e também a estimulação da economia nacional.
Como podem ver no nosso blog o ATM contribui colectivamente para levantar este país, deitando muitas minis abaixo. Se em vez de aumentarem os impostos, os diminuissem e fizessem em simultâneo uma campanha de sensibilização das massas, sobre o problema que é o NÃO consumo de álcool, ja tinhamos saído da cepa torta há muito tempo, e em vez de sermos nós a receber subsídios éramos nós que os pagávamos.

Bebam pela nossa pátria.

Viva O ATM

Saudações ATMeenses

quinta-feira, 12 de abril de 2007

O Vinho...




"O vinho molha e tempera os espíritos e acalma as preocupações da mente... ele reaviva as nossas alegrias e é o óleo para a chama da vida que se apaga. Se beber moderadamente, em pequenos goles de cada vez, o vinho gotejará nos seus pulmões como o mais doce orvalho da manhã... Assim, então, o vinho não viola a razão, mas convida-nos gentilmente a uma agradável alegria."
Sócrates

Certamente que Sócrates, filósofo grego, não quis dizer "se beber moderadamente...", mas sim "ao beber como se não houvesse amanhã, em pequenos goles de cada vez, o vinho gotejará nos seus pulmões como o mais doce orvalho da manhã..."
Assim sim, a citação fica perfeita...

Saudações dionisíacas e ATMeenses*

domingo, 1 de abril de 2007

Avé Dioniso!


Dioniso, também conhecido por Baco, era filho de Zeus e de Sémele, uma mortal que Zeus teve como amante. O nascimento de Dioniso deu-se de forma bizarra e milagrosa. Sémele, impelida pel
a ciumenta Hera, esposa de Zeus, que se disfarçou de sua ama, pede a Zeus que lhe mostre toda a sua força e o seu poder, mas ao ver Zeus com os seus relâmpagos e trovões, morre incinerada por um dos seus raios, quando estava grávida de seis meses. Zeus retirou, então, a criança em formação do ventre de Sémele e pô-la dentro da sua coxa. Quando chegou ao fim do tempo, tirou-a perfeitamente formada e viva. Dioniso ficou assim conhecido como o "deus duas vezes nascido" ou o "ressuscitado".

A fim de evitar a ira de Hera sobre Dioniso, este é entregue aos cuidados das ninfas do monte Nisa. Na idade adulta, terá Dioniso, em Nisa, descoberto a videira e as suas aplicações enológicas, em particular o vinho, tornando-se no deus do vinho e da inspiração. As ninfas que o criaram tornaram-se, assim, devotas do seu culto, as chamadas Ménades ou Bacantes. No entanto, Hera descobriu-o e levou-o à loucura. Dioniso viajou então para leste, onde a oriental deusa da terra Cibele o curou. Depois voltou à Grécia, onde estabeleceu o seu culto em diversos lugares e onde provou ao mundo que o seu pai era Zeus.

Deste modo, o deus passou a ser considerado como o potencial causador de alterações da consciência que fazem supor a intervenção de uma divindade. Estas alterações conduziam à alienação momentânea da personalidade, substituída pela de Dioniso. O êxtase dionisíaco não era obra de um indivíduo isolado, mas um fenómeno de massas, que arrebatava as pessoas à sua volta de forma quase contagiante.

Estas manifestações colectivas de delírio, que não admitem a passividade de quem as contempla, prolongaram-se no tempo e no espaço, e não são de forma alguma alheias ao nosso tempo. O seio ATMeense é um perfeito e fidedigno exemplo disso...

Fiquem com Dioniso... Que Dioniso vos acompanhe...
Saudações dionisíacas e ATMeenses*


Ariadne

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

A Tradição do Vinho

Caros Irmãos

Como é óbvio, vivendo nós numa cidade que possui os melhores e mais afamados vinhos do país, chegou a altura de aprofundar um pouco a nossa excelente Vinicultura. ( a Viticultura virá depois...)



A cultura da vinha terá sido introduzida por fenícios e gregos e divulgada pelos romanos. Pelo concelho existem em abundância lagares e lagaretas talhados em pedras, cujo aspecto primitivo indica que poderão ter sido concebidos em períodos anteriores à ocupação romana.



Sendo a nossa maior riqueza, a qualidade dos vinhos tem-se mantido ao longo dos tempos, devido a um micro-clima favorável para a cultura da vinha e a características especiais das principais castas da região: Marufo, Rufete e Côdo, entre outras que poderão admirar na apresentação de slides.



São estas as castas responsáveis pela produção durante séculos de bons tintos claretados e frutados, e brancos leves e citrinos que permitiram classificar Pinhel como uma região demarcada. Isto tornou a Vinicultura na principal actividade económica do concelho, estando o seu sucesso dependente da produção no mais belo monumento da cidade: A Adega Cooperativa.

A Adega Cooperativa de Pinhel começou a laborar em 1947, sendo uma das primeiras a ser instituída oficialmente no País. Em 1951 passou a ter oficialmente alvará e desde aí tem vindo a crescer até à forma actual, onde engloba já cerca de 2100 sócios para uma área de vinha de cerca de 3000 hectares. Sendo uma das maiores do país, possui todo o material necessário ( Tegões, prensas, ânforas, cubas) imprescindível para produzir néctar em enorme escala. A sua produção cifra-se em cerca de 13.500.000 de litros/ano absorvidos, essencialmente, pelo mercado interno.( Haja sede!!!).

Sobre a produção dos vinhos, deixar-vos-ei com uma explicação científica:
"Os vinhos tintos são obtidos por vinificação com curtimenta completa ou meia curtimenta, apresentando um teor alcoólico entre os 12 e 13 % , tradicionalmente de cor rubi, elegantes no nariz e dóceis de sabor."

"Os vinhos brancos obtidos de bica aberta têm geralmente um teor alcoólico entre 11 e 12 %, citrinos de cor, frescos de aroma e de sabor."


A maioria da nossa Irmandade tem a sorte de usufruir de vinho caseiro, que chega para consumir durante o ano inteiro. Parece quase obrigação para as pessoas com origem nos meios rurais, entre os 40 e 90 anos, ter um lagar e respectiva adega em casa (que Paraíso).


Portanto, não hesitem em aparecer, pois há muito vinho para beber.


Abençoadas Pipas, Benditos Túneis, Obrigado Dioniso

Saudações ATMeenses

quinta-feira, 30 de novembro de 2006

Vós Padecereis!

Padecer :do Latim patescere, incoativo de pati, sofrer.

É seguramente a palavra mais caricata, adaptada e talvez até pronunciada no seio do ATM. Merece por isso uma análise mais rigorosa e descritiva.


Verbo transitivo:
sentir dor, enfermidade;
ser atormentado ou afligido; consentir;
permitir; tolerar.
Ora então, analisando bem, é normal que quando um membro não sai de casa, desculpando-se de uma dor de cabeça p.ex., os presentes afirmarem: padeceu em casa. Naturalíssimo...
Outra situação há bem pouco tempo, quando após longa noitada na discoteca um membro repousava no seu veículo, rapidamente foi atormentado com uma lanterna nos olhos e denominado de padecido. Justíssimo...
Na mais remota das hipóteses de alguém permitir/consentir e até mesmo tolerar que os outros membros passem sede enquanto o próprio se regozija, será seriamente acusado de estar a padecer.


Verbo intransitivo:
sofrer física ou moralmente;penar.
Esta situação é bastante frequente, sobretudo ao domingo. Este sofrimento físico e moral é depois debatido na segunda-feira à noite onde se chega à conclusão de que no dia anterior todos padeceram em grande.

Popular:
não ter o juízo todo.
Pode-se afirmar seguramente que não existe um único ATMeense com o juízo todo, concluindo-se então que somos todos uns padecidos!!
Por último um conselho aos mais imprudentes: Fia-te na virgem e não padeças!!
Saudações ATMeenses